A Starlink, empresa de internet via satélite controlada por Elon Musk, alcançou um novo patamar no mercado global de conectividade ao atingir 9 milhões de clientes ativos em todo o mundo. O ritmo de expansão chama atenção: em apenas sete semanas, a companhia adicionou 1 milhão de novos assinantes, média superior a 20 mil novos clientes por dia.
O crescimento acelerado reflete a consolidação do modelo de internet em órbita baixa, especialmente em regiões onde a infraestrutura terrestre é limitada ou inexistente. Em 28 de agosto de 2025, a empresa registrava 7 milhões de clientes. Em 5 de novembro, o número já havia chegado a 8 milhões. Menos de 50 dias depois, alcançou a marca de 9 milhões.
Dados da Cloudflare indicam que o tráfego de dados dos usuários da Starlink mais que dobrou em 2025, impulsionado pelo uso intensivo para streaming, videoconferências, trabalho remoto e aplicações corporativas. O avanço em contratos com governos, empresas e setores estratégicos também tem contribuído para o salto.
Além do mercado residencial, a Starlink vem se firmando em nichos de alto valor agregado, como aviação comercial e executiva, transporte marítimo e conectividade em veículos em movimento. Mais de 20 companhias aéreas já anunciaram acordos para fornecer Wi-Fi via Starlink em voos de longa distância, ampliando a presença da empresa no setor de mobilidade.
No Brasil, a Starlink vem se destacando especialmente em áreas rurais, regiões remotas e pequenas cidades. Estimativas do setor apontam cerca de 600 mil assinantes no país, com forte presença em estados como Minas Gerais, Pará, Amazonas, Mato Grosso e São Paulo.
O desempenho técnico também evoluiu. A velocidade média de download saltou de 90 Mb/s para cerca de 140 Mb/s em um ano, com upload em torno de 18 Mb/s e latência entre 25 e 30 ms — números que tornam o serviço competitivo até mesmo frente a algumas ofertas de banda larga fixa.
A Starlink é uma das principais apostas da SpaceX, cuja avaliação de mercado pode chegar a US$ 1,5 trilhão, considerando contratos espaciais, lançamentos e a receita recorrente da internet via satélite. O mercado já especula uma possível abertura de capital em 2026, o que pode transformar a Starlink em uma das maiores empresas de telecomunicações do planeta.

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